Nº 618 - 26/06/2007

Greve de inspetores tem impacto limitado em exportações

SÃO PAULO (Reuters) - Uma greve de inspetores sanitários federais, iniciada em 18 de junho, teve um impacto reduzido sobre as exportações brasileiras de commodities, disseram agentes do setor naval na segunda-feira.

Na semana passada, porém, os inspetores decidiram manter por tempo indeterminado a paralisação, inicialmente prevista para durar cinco dias, o que pode criar problemas para os exportadores de carne e produtos agrícolas.

“Estamos esperando uma proposta dos ministérios de Agricultura e Planejamento sobre nossas exigências para que eles honrem as promessas feitas depois da nossa greve de 2005″, disse José Luiz Castilhos, presidente da Associação dos Fiscais Federais Agropecuários do Rio Grande do Sul.

Os inspetores exigem aumento de salário, plano de carreira e melhores condições de trabalho. A greve de 2005, que durou 18 dias, prejudicou as exportações de produtos brasileiros, especialmente de carnes.

Castilhos disse que todos os escritórios do Serviço de Inspeção Federal aderiram à greve, mas, por se tratar de um serviço público essencial, pelo menos 30 por cento dos agentes têm de continuar trabalhando.

Em alguns portos, como o de Santos, as inspeções estão apenas mais lentas.

“Tivemos alguns pequenos atrasos nos embarques de madeira da Amazônia, mas os principais produtos agrícolas, como soja, café e açúcar estão fluindo normalmente”, disse um gerente de logística em Paranaguá, principal porto graneleiro do país.

No passado, exportadores chegaram a recorrer à Justiça para liberar cargas quando os inspetores faziam greves prolongadas, já que a demora provoca multas e outros gastos.

Os inspetores dizem que vão priorizar produtos perecíveis, mas o setor de exportação de carnes já se preocupa com a greve.

“Para nós, isto é um desastre”, disse Christian Lohbauer, presidente interino da Abef (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos).



Fonte: Reuiters